Livro bebível consegue filtrar água suja

23 08 2015

livro-filtra-c3a1guaO “livro bebível” é feito de papel tratado e traz informações impressas nas páginas sobre como e por que a água deve ser filtrada. Para filtrar a água adequadamente, as páginas contêm nano-partículas de prata ou cobre, que matam bactérias à medida que a água passa pelas páginas.

Os cientistas fizeram testes em 25 fontes de água contaminadas espalhadas por África do Sul, Gana e Bangladesh. Nos testes, o papel conseguiu remover mais de 99% das bactérias. Segundo os testes realizados pela cientista, uma página pode limpar até 100 litros de água. Um livro inteiro pode fornecer água limpa por quatro anos.

Após as filtragens, a água ficou com um nível de contaminação parecido ao da água que sai das torneiras nos Estados Unidos, segundo os cientistas. Também foram detectados níveis minúsculos de prata ou cobre na água filtrada, mas dentro do considerado seguro.

Segundo a cientista, Teri Dankovich, “Tudo o que você precisa fazer é arrancar uma folha, colocar em um suporte para filtro comum e despejar água de rios, riachos, poços etc, e, do outro lado, vai sair água limpa – e bactérias mortas também.” Isso porque as bactérias absorvem os iões de prata ou cobre enquanto atravessam o papel.

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As formigas

22 10 2013

Notícia curiosa!

Sabias que…

Carolina Doran, investigadora do  Programa de Doutoramento em Neurociência da Fundação Champalimaud, observou que as formigas estão permanentemente à procura de um local melhor para viverem. Por isso, monitorizam constantemente as condições do seu ninho e quando um determinado número de formigas está insatisfeito mudam de casa.

formigas

Estudos anteriores, igualmente desenvolvidos em laboratório, tinham concluído que as formigas “gostam de entradas pequenas porque conseguem defender-se, de tecto escuro, tapado, e de uma altura específica porque podem fazer uma montanha com os ovos”.

Mesmo que todas aquelas condições estejam reunidas, “há sempre um pequeno número de formigas que continua a monitorizar o ambiente porque elas não sabem se acontece alguma coisa ao ninho onde se encontram e precisam de emigrar rapidamente”, segundo os resultados agora publicados Royal Society Biology Letters.

Carolina Doran apontou, ainda, que o número de formigas insatisfeitas é importante para a decisão de mudar, uma decisão que ponderam entre todas para não gastarem o que não têm.

Fonte: http://www.publico.pt/ciencia/noticia/formigas-controlam-condicoes-do-ninho-e-quando-insatisfeitas-mudam-de-casa-1609930




Noite Europeia dos Investigadores

22 09 2013

Noite_europeia_dos_investigadores

É já a 27 de setembro que se realiza a Noite Europeia dos Investigadores. Também tu estás convidado(a) a participar. Para isso, basta deslocares-te até ao centro Ciência Viva mais próximo e meter as mãos na massa.

Se quiseres ir ao Centro Ciência Viva de Sintra, entre as 18H00 e as 19H30, poderás tomar parte ativa no Workshop “Alimentação, Biotecnologia e Saúde” e realizar experiências e atividades na área da alimentação e da biotecnologia e compreender a sua relação com a saúde. Na receção serás surpreendido com aperitivos e caviar faça-você-mesmo, usando a gastronomia molecular.

Se preferires ir ao Pavilhão do Conhecimento, poderás realizar jogos, assistir à apresentação de  ideias brilhantes, escutar os especialistas convidados e ver/participar em espetáculos que decorrerão no exterior – “o pavilhao do skate“, “mais alto, mais rápido“, “particulae” . Se tiveres coragem, poderás provar esparguete do mar e insetos crocantes. Esparguete do mar? Sim, as macroalgas, também conhecidas por legumes do mar, são ricas em fibras, minerais e vitaminas e são hoje, já bastante utilizadas na indústria alimentar. Os insetos (:-6)…. considerados uma excelente fonte de proteína são, já, consumidos por 2 mil milhões de pessoas em todo o mundo  e acredita-se que poderão, no futuro, ser uma alternativa à carne e ao peixe. Existem cerca de 1900 espécies comestíveis e a produção de insetos é mais económica e também mais amiga do ambiente do que a produção de carne de outros animais.

insetos_crocantes

Aceita o desafio e vai descobrir o sabor destas iguarias enquanto ouves o que os especialistas têm para dizer sobre o assunto no espaço “A Cozinha é um Laboratório”, dia 27 das 20h às 22h.

Consulta aqui o programa de atividades para essa noite no Pavilhão do Conhecimento. Surpreendente!

A entrada é gratuita. 

E que tal? Motivado(a)? Vais adorar! 





Sinfonia da Ciência

27 08 2013

Sinfonia da Ciência é um projeto da autoria do músico John Boswell que pretende usar a música como veículo de transmissão do conhecimento científico e filosófico a um público mais afastado da área científica.  John Boswell  edita e faz montagem de clips de vídeos científicos e de palestras/entrevistas de cientistas conhecidos, adicionando música da sua autoria às frases dos cientistas, criando assim fantásticos poemas/ canções.

O quinto vídeo desta série apresenta 12 cientistas e entusiastas da ciência:  Michael Shermer, Jacob Bronowski, Carl Sagan, Neil de Grasse Tyson, Richard Dawkins, Jill Tarter, Lawrence Krauss, Richard Feynman, Brian Greene, Stephen Hawking, Carolyn Porco and PZ Myers.

We are all connected;
To each other, biologically
To the earth, chemically
To the rest of the universe atomically[Feynman]
I think nature’s imagination
Is so much greater than man’s
She’s never going to let us relax[Sagan]
We live in an in-between universe
Where things change all right
But according to patterns, rules,
Or as we call them, laws of nature[Nye]
I’m this guy standing on a planet
Really I’m just a speck
Compared with a star, the planet is just another speck
To think about all of this
To think about the vast emptiness of space
There’s billions and billions of stars
Billions and billions of specks[Sagan]
The beauty of a living thing is not the atoms that go into it
But the way those atoms are put together
The cosmos is also within us
We’re made of star stuff
We are a way for the cosmos to know itself

Across the sea of space
The stars are other suns
We have traveled this way before
And there is much to be learned I find it elevating and exhilarating
To discover that we live in a universe
Which permits the evolution of molecular machines
As intricate and subtle as we [de Grasse Tyson]
I know that the molecules in my body are traceable
To phenomena in the cosmos
That makes me want to grab people in the street
And say, have you heard this??(Richard Feynman on hand drums and chanting)
[Feynman]
There’s this tremendous mess
Of waves all over in space
Which is the light bouncing around the room
And going from one thing to the other

And it’s all really there
But you gotta stop and think about it
About the complexity to really get the pleasure
And it’s all really there
The inconceivable nature of nature

 

 





Ler+ Ciência no Pavilhão do Conhecimento

15 03 2013

LEYA_9No âmbito do Projeto “Newton gostava de ler” e do convite da Leya para a leitura e da BECRE para a ciência, a turma F do 5.º ano, realizou a visita de estudo ao Pavilhão do Conhecimento no dia 14 de março, e teve oportunidade de visitar as exposições “A ciência que muda o mundo”  e perceber como a ciência afecta o nosso dia-a-dia e molda a nossa percepção do mundo, acreditar que o motor da mudança é o desejo de questionar tudo quanto nos rodeia e conhecer as descobertas revolucionárias que foram feitas sobre nós próprios, a nossa saúde, o nosso planeta e o nosso universo nos últimos cem anos?;  “T-Rex: quando as galinhas tinham dentes” em que a “estrela” é um dos maiores carnívoros de todos os tempos, o Tyrannosaurus rex, e em que o visitante é chamado  assumir o papel de um verdadeiro “detective científico” e, depois de analisar a informação, tocar e observar réplicas de ossos de vários dinossauros responder às perguntas: Será que o T-rex viveu em Portugal? Era um caçador ou alimentava-se de animais mortos? Teria escamas ou o corpo coberto de penas? Por que desapareceu da face da Terra tão subitamente? E será que os dinossauros se extinguiram mesmo todos ou ainda podemos encontrar dinossauros vivos por aí?; “Vê, faz e aprende” um conjunto de 40 experiências sobre fenómenos naturais, conceitos científicos e tecnologia em que a  única coisa proibida é mesmo não mexer; “Explora” uma verdadeira floresta de fenómenos naturais nas palavras do físico Frank Oppenheimer, que os desafiou a experimentar, tocar, mexer, observar e concluir.

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Foi uma tarde diferente mas que deixou claro que a aprendizagem fora dos muros da escola é de um valor inquestionável e que o estar com os colegas noutros espaços e contextos é emocional e socialmente enriquecedor.





Projeto Newton – 3.º módulo

30 01 2013

24 de janeiro – As palavras também têm pH

As mais belas coisas do mundo

Com Louis Armstrong em “What a wonderful world” como música de fundo, foi feita a leitura de excertos do belíssimo livro de Valter Hugo Mãe, um verdadeiro hino aos avôs, às emoções, à relação avôs-netos. Procurou-se descobrir depois o pH das palavras: amizade, amor, honestidade, generosidade, fidelidade, educação, respeito, …  fazer-se o que se sabe e o que se pode.

Demos depois a palavra aos monitores do Centro Ciência Viva, à Cátia e ao Ricardo, que nos orientaram na descoberta da flor, a rosa vermelha, do conceito pH, das substâncias ácidas-neutras-alcalinas.

Organizados em grupo, os alunos desfolharam as rosas e identificaram as partes constituintes da flor:

flor

Desafios colocados:

  1. testar se o extrato da rosa vermelha funciona como indicador de pH.
  2. testar se o extrato das sépalas das rosas funciona como indicador de pH.

Mergulhadas numa solução de álcool etílico, maceraram-se as pétalas das rosas vermelhas num almofariz e as sépalas noutro. O extrato da rosa vermelha foi pipetado para 7 tubos de ensaio onde já se tinha colocado água; em cada um dos tubos de ensaio colocaram-se gotas de substâncias do dia-a-dia e testámos o seu caráter ácido e básico.

O que observámos?

À medida que os tubos de ensaio se iam colorindo, as expressões de espanto estampavam-se nos rostos e ecoavam pelo espaço. As fotografias que divulgamos dão conta do momento:

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Projeto Newton – o 2.º módulo

16 12 2012

6 de dezembro – A biodiversidade da manta morta

capa livro
A chuva caía intensamente. Na Biblioteca, os sons da natureza ecoavam no ar. Como cenário, a gruta da família de minhocas – o pai, a mãe e o filho de boné na cabeça – sentados à mesa para a degustação do seu alimento preferido: terra, só terra e apenas terra. Fresquinha!
Depois da leitura de excertos da deliciosa obra de Gary Larson “Há um cabelo na minha terra!”, as monitoras do Centro Ciência Viva falaram de taxonomia. Hoje o assunto é a classificação dos seres vivos que conseguirmos encontrar na manta morta, cuidadosamente recolhida pela D. Nazaré.
À explicação e ao exercício de aplicação seguiu-se a recolha dos seres vivos na manta morta colocada em cada um dos cinco pratos. De pinça e lupa nas mãos, a terra foi revolvida e minuciosamente inspeccionada. Nas caixas de Petri guardavam-se as preciosidades que se capturavam. Observaram-se as espécies ao microscópio e preencheram-se as respectivas fichas de registo com indicação do filo e da classe a que pertenciam os seres vivos recolhidos e a indicação das características físicas específicas.
O nojo, o horror espalhou-se nalguns rostos. Aos sons da natureza, sobrepunham-se as vozes das crianças: “Aiiii, uma aranha!” “Que nojo!” “Cheira mal!”
Junto ao microscópio, a conversa era outra: “Eu também quero ver!”, “Ah, que giro!”. “Olha um bicho-de-conta!” “E este escaravelho!”
Manta morta … tão cheia de vida!

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