Semana da Leitura’14

27 04 2014

Na semana de 17 a 21 de março aconteceu a 8.ª edição da Semana da Leitura, este ano centrada no tema Língua Portuguesa, uma celebração dos 800 anos do conhecimento dos seus textos mais antigos. A Marta Leite foi a convidada para a criação do cartaz ilustrativo deste tema e autora do título “Vem dar à Língua Portuguesa”.

cartaz_semana_leitura

Escrever um artigo acerca da Semana da Leitura, não é tarefa fácil! Primeiro porque todas as semanas, todos os dias e todos os momentos são bons para ler! Segundo porque fica sempre tanto por dizer… imagens que faltam … embora permaneça na memória de todos os que a viveram. Durante esta semana, deu-se à língua portuguesa; explorou-se a palavra e a sua força; jogou-se com as palavras e com as rasteiras que nos pregam; elogiou-se a leitura e a sua magia; homenageou-se a literatura portuguesa na obra de Camilo Castelo Branco, Eça de Queirós, Aquilino Ribeiro, Vitorino Nemésio; deu-se voz a jovens escritores, Rebecca Csalog, autora do livro Glyrmandia; aconteceu a exposição “Livros que fizeram história”; partilhou-se a leitura e o gosto pela leitura… dignificou-se a leitura, …. porque “escrevendo ou lendo nos unimos para além do tempo e do espaço, e os limitados braços se põem a abraçar o mundo; a riqueza de outros nos enriquece a nós. Leia!” (Agostinho da Silva).

Porque a leitura inspira:)!

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Dia do Internacional Livro Infantil 2014

2 04 2014

2 de abril, Dia Internacional do Livro Infantil

Como habitualmente o IBBY (International Board on Books for Young Peolpe), para assinalar esta data, publica uma mensagem de incentivo à leitura, da autoria de um escritor de nacionalidade diferente, que depois é traduzida e divulgada pelos países que integram o IBBY. Este ano coube à Irlanda redigi-la, na pessoa da escritora, editora e tradutora Siobhán Parkinson, distinguida com o  Laureate na nÓg (Children’s Laureate of Ireland).

cartaz2014

CARTA ÀS CRIANÇAS DE TODO O MUNDO 

Os leitores perguntam muitas vezes aos escritores como é que escrevem as suas histórias – de onde vêm as ideias? Da minha imaginação, responde o escritor. Ah, sim, dizem os leitores. Mas onde fica a imaginação, de que é que ela é feita, e será que todos temos uma?

Bem, diz o escritor, fica na minha cabeça, claro, e é feita de imagens e palavras e memórias e vestígios de outras histórias e palavras e fragmentos de coisas e melodias e pensamentos e rostos e monstros e formas e palavras e movimentos e palavras e ondas e arabescos e paisagens e palavras e perfumes e sentimentos e cores e ritmos e pequenos cliques e flashes e sabores e explosões de energia e enigmas e brisas e palavras. E fica tudo a girar lá dentro e a cantar e a parecer um caleidoscópio e a flutuar e a pousar e a pensar e a arranhar a cabeça. 

Claro que todos temos uma imaginação: se assim não fosse, não seríamos capazes de sonhar. Contudo, nem todas as imaginações são feitas das mesmas coisas. A imaginação dos cozinheiros tem sobretudo paladares, e a dos artistas mais cores e formas. Mas a imaginação dos escritores está cheia de palavras. 

E nos leitores e ouvintes das histórias, as imaginações fazem-se com palavras também. A imaginação do escritor trabalha e gira e molda ideias e sons e vozes e personagens e acontecimentos numa história, e a história é apenas feita de palavras, batalhões de rabiscos que marcham ao longo das páginas. E depois chega o leitor e os rabiscos ganham vida. Ficam na página, parecem ainda rabiscos, mas também brincam na imaginação do leitor, e o leitor começa igualmente a desenhar e a rodar as palavras de modo a que a história se crie agora na sua cabeça, tal como tinha acontecido na cabeça do escritor. 

É por isso que o leitor é tão importante para a história como o escritor. Há apenas um escritor para cada história, mas há centenas ou milhares ou mesmo milhões de leitores, na própria língua do escritor ou traduzida para muitas línguas. Sem o escritor, a história nunca teria nascido; mas sem os milhares de leitores em todo o mundo, a história não viveria todas as vidas que pode viver. 

Cada leitor de uma história tem alguma coisa em comum com os outros leitores da mesma história. Separadamente, mas também em conjunto, eles recriam a história do escritor com a sua própria imaginação: um ato ao mesmo tempo privado e público, individual e coletivo, íntimo e internacional. Isto deve ser o aquilo que o ser humano faz melhor. 

Continua a ler! 

                                                                                                                           Tradução: Maria Carlos Loureiro

O cartaz português é sempre da autoria do ilustrador vencedor do Prémio Nacional de Ilustração. Por isso, este ano, a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB) convidou a ilustradora Ana Biscaia, vencedora do Prémio Nacional de Ilustração 2013. E aqui está o cartaz com que nos brindou:

cartaz_livro_infantil_2014

 





Eu já li. E tu?

29 12 2013

Diapositivo1

A Biblioteca Escolar convida-te a partilhar as tuas leituras no blogue dinâmico que criámos para todo o Agrupamento. Pretendemos divulgar as leituras que todos os nossos alunos realizam e que apresentam em contexto de sala de aula. Se nos deres a conhecer os livros que leste, outros poderão lê-los também. Divulga-os! Dá-no-los a conhecer! Para isso, basta que nos tragas a sinopse, a crítica, o reconto, a apresentação que construíste para a tua rotina da oralidade e tu ou nós a colocaremos online. Mostra-nos o que lês!





As formigas

22 10 2013

Notícia curiosa!

Sabias que…

Carolina Doran, investigadora do  Programa de Doutoramento em Neurociência da Fundação Champalimaud, observou que as formigas estão permanentemente à procura de um local melhor para viverem. Por isso, monitorizam constantemente as condições do seu ninho e quando um determinado número de formigas está insatisfeito mudam de casa.

formigas

Estudos anteriores, igualmente desenvolvidos em laboratório, tinham concluído que as formigas “gostam de entradas pequenas porque conseguem defender-se, de tecto escuro, tapado, e de uma altura específica porque podem fazer uma montanha com os ovos”.

Mesmo que todas aquelas condições estejam reunidas, “há sempre um pequeno número de formigas que continua a monitorizar o ambiente porque elas não sabem se acontece alguma coisa ao ninho onde se encontram e precisam de emigrar rapidamente”, segundo os resultados agora publicados Royal Society Biology Letters.

Carolina Doran apontou, ainda, que o número de formigas insatisfeitas é importante para a decisão de mudar, uma decisão que ponderam entre todas para não gastarem o que não têm.

Fonte: http://www.publico.pt/ciencia/noticia/formigas-controlam-condicoes-do-ninho-e-quando-insatisfeitas-mudam-de-casa-1609930




D. Pedro parou para LER+ … o mar e a liberdade

24 04 2013

Stop! Vamos ler!

Esta foi a palavra de ordem que ecoou pela escola às horas marcadas para celebrar o livro e a leitura.
Ontem, dia 23 de abril, no âmbito do Dia Mundial de Livro e dos Direitos de Autor, a Biblioteca Escolar dinamizou  a atividade “D. Pedro Para para Ler o Mar e a Liberdade” inserida na atividade concelhia “Sintra Para para Ler”. Toda a escola parou das 9H25 às 9H40, no período da manhã e das 14H35 às 14H50, para realizar uma leitura silenciosa ou em contexto de sala de aula de textos poéticos ou em prosa, que tinham o mar e/ou a liberdade por mote.
Uma pausa letiva de 15 minutos, totalmente preenchida, com a leitura por prazer ou o prazer da leitura.
… Porque LER faz bem ao espírito e, não só …




Ler+ Ciência no Pavilhão do Conhecimento

15 03 2013

LEYA_9No âmbito do Projeto “Newton gostava de ler” e do convite da Leya para a leitura e da BECRE para a ciência, a turma F do 5.º ano, realizou a visita de estudo ao Pavilhão do Conhecimento no dia 14 de março, e teve oportunidade de visitar as exposições “A ciência que muda o mundo”  e perceber como a ciência afecta o nosso dia-a-dia e molda a nossa percepção do mundo, acreditar que o motor da mudança é o desejo de questionar tudo quanto nos rodeia e conhecer as descobertas revolucionárias que foram feitas sobre nós próprios, a nossa saúde, o nosso planeta e o nosso universo nos últimos cem anos?;  “T-Rex: quando as galinhas tinham dentes” em que a “estrela” é um dos maiores carnívoros de todos os tempos, o Tyrannosaurus rex, e em que o visitante é chamado  assumir o papel de um verdadeiro “detective científico” e, depois de analisar a informação, tocar e observar réplicas de ossos de vários dinossauros responder às perguntas: Será que o T-rex viveu em Portugal? Era um caçador ou alimentava-se de animais mortos? Teria escamas ou o corpo coberto de penas? Por que desapareceu da face da Terra tão subitamente? E será que os dinossauros se extinguiram mesmo todos ou ainda podemos encontrar dinossauros vivos por aí?; “Vê, faz e aprende” um conjunto de 40 experiências sobre fenómenos naturais, conceitos científicos e tecnologia em que a  única coisa proibida é mesmo não mexer; “Explora” uma verdadeira floresta de fenómenos naturais nas palavras do físico Frank Oppenheimer, que os desafiou a experimentar, tocar, mexer, observar e concluir.

Vodpod videos no longer available.

Foi uma tarde diferente mas que deixou claro que a aprendizagem fora dos muros da escola é de um valor inquestionável e que o estar com os colegas noutros espaços e contextos é emocional e socialmente enriquecedor.





Projeto Newton – o 4.º módulo “Nanomundo”

10 03 2013

 Para a abordagem de um tema tão complexo como o do Nanomundo, partimos da leitura de 3 poemas do livro “Pássaros na cabeça” de Manuel António Pina, um elogio à imaginação e à capacidade criativa do ser humano Imagem

e de duas estórias “A verdadeira história dos pirilampos” e “O caçador de borboletas”  da fantástica obra de José Eduardo Agualusa “Estranhões e bizarrocos” que leva o leitor a viajar por mundos estranhos, a imaginar e partilhar a aventura da «inventividade».Imagem

Nas semanas que antecederam esta sessão, a D. Helena construiu uma régua com duas novas medidas de comprimento: o micrómetro e o nanómetro que se enquadrou no cenário construído com ramos de árvores salpicados por borboletas de várias espécies e por pirilampos suspensos, que servia de moldura à apresentação em PPT da autoria da Matilde do 5.º F sobre o Nanomundo, a nanodimensão, a nanotecnologia.

Se as sessões anteriores espantaram, esta sessão surpreendeu. Tudo parecia magia: a areia mágica mostrou-nos o comportamento dos materiais superhidrofóbicos naturais e sintéticos e o poliacrilato de sódio revelou-nos o mistério dos materiais superhidrofílicos. Fascinante esta ciência que muda o mundo!