O descanso da pedra

20 02 2016

Era apenas uma pedra que queria descansar…

Mas passaram-se milhares de anos e sofreu muitas alterações…

El creador es Seth Boyden

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“Yes2Chess” – Aulas de xadrez online

20 01 2015

xadrez online

A iniciativa Yes2Chessé promovida pelo Barclaycard em todos os países onde este está representado.

Foi desenvolvida uma página eletrónica para Escolas (http://yes2chess.org/), onde os alunos com idades entre os 8 e 11 anos podem aceder gratuitamente a aulas de xadrez, jogar partidas com outros alunos e, eventualmente, participar em torneios internacionais.

São reconhecidos os benefícios da prática do Xadrez, designadamente, o estímulo do raciocínio lógico-dedutivo, o desenvolvimento da capacidade de concentração e de tomada de decisão, o respeito pelo adversário e o aumento da autoconfiança.





Palestra de narração oral

15 10 2014

cartaz_palestra_narração_oral

Aconteceu no dia 14 de outubro, a palestra de narração oral com Rodolfo Castro com o objetivo de sensibilizar os docentes para a sua formação nas áreas da literatura infantil e juvenil e da sociologia da leitura.

A sua inconfundível arte para narrar histórias encheram a sala de uma boa disposição contagiante.

Obrigada, Rodolfo!

 

 





Celebrar ABRIL! 40 anos

28 04 2014
abril_40_anos                                                                                                 Autoria: Paulo Proença

Para festejar os 40 anos do 25 de abril, a BE trouxe à Escola a exposição “Cor de abril”, gentilmente cedida pela BLX – Bibliotecas Muncipais de Lisboa que estará disponível de 22 a 30 de abril.

E porque o testemunho pessoal é importante e motivador, a BE convidou o Coronel Sousa e Castro, uma sugestão do Diretor do Agrupamento, que, em 1973, na clandestinidade, integrou a Comissão Coordenadora do Movimento dos Capitães e participou na elaboração do documento O Movimento das Forças Armadas e a Nação, verdadeiro programa político do Movimento dos Capitães, bem como na organização e desencadeamento da operação militar de 25 de abril de 1974, como oficial-estafeta. Às turmas envolvidas – 9º A e B – falou do Estado Novo, da Guerra Colonial, do inverno em que o País estava mergulhado como as alavancas para a revolução de abril e o novo Portugal.

sousa_e_castro_5Dando continuidade à atividade desenvolvida no ano anterior para assinalar o Centenário de Álvaro Cunhal,  o Arqº Filipe Dinis aceitou o nosso convite e esteve com as turmas – 8.º D, E e F, 9.º C – para contextualizar e falar sobre os Desenhos da Prisão (1ª série), adquiridos em abril de 2013.

desenhos_prisãoOs desenhos são feitos a lápis sobre papel, com um fantástico jogo de luz e sombra, e foram executados entre 1951-1959, numa cela da Penitenciária de Lisboa, onde Cunhal passou oito anos em total isolamento, e no Forte de Peniche, de onde se evadiu em janeiro de 1960. Durante cerca de dois anos (1949-1951), Álvaro Cunhal não teve acesso a qualquer material de escrita ou de desenho, mas, em 1951, passou a ser autorizado a receber papel e lápis. Para efeitos de controle, o papel era numerado folha a folha e assinado pelo chefe dos guardas da Penitenciária de Lisboa – Lino. O povo é a temática; o trabalho, a luta, o sofrimento, a miséria, mas também a alegria, a festa, a dança, são os ambientes representados. Curiosamente foi o povo camponês o escolhido como personagem central, não havendo qualquer referência ao operariado urbano. Os cenários, não tendo qualquer elemento concreto, real, remetem na sua generalidade para o campo ou para a aldeia. Nesta categoria de desenhos, a mulher é quase sempre a protagonista, sendo representada duma forma mais lírica e expressiva que o resto das personagens. A representação da mulher é muito importante, ela ocupa um lugar especial, apresentando-se forte, corajosa, trabalhadora, mas sobretudo feminina. Esta importância é patente mesmo nos desenhos em que a personagem é coletiva, pois a mulher está sempre presente, lutando ou trabalhando ao lado do homem, mas também dançando.





Semana do Artesanato

26 04 2014
cartaz_artesanato                                                                                                          Autoria: Ângela Tareco

Com o mês de maio à porta, chega o Dia do Artesão e a Semana do Artesanato. Como habitualmente, a BE convidou docentes no ativo e aposentados, não docentes, encarrgeados de educação e elementos da comunidade local para esta Mostra de Artesanato. Este ano juntaram-se a nós mais três “artesãs”, que dedicam muitas horas do(s) seu(s) dia(s) ao trabalho manual, usando e abusando da criatividade, horas muito gratificantes, retemperadoras, que as ajudam a descontrair e a aliviar do stress do quotidiano.

O artesanato é tão antigo quanto a história da humanidade. Surgiu com a necessidade de transformar os elementos que o Homem encontrava ao seu redor. Segundo as pesquisas arqueológicas, os primeiros artesãos surgiram no período neolítico (6.000 a.C),  quando o homem aprendeu a polir a pedra, fabricar a cerâmica e a tecer fibras animais e vegetais. Utilizava pigmentos naturais para a pintura e tingimento e dominava técnicas de cestarias em fibras naturais e de cerâmica. Durante o século XI, o artesanato passou a ser visto também como uma profissão;ser artesão, foi uma profissão bastante considerada e respeitada. Com a Revolução Industrial, no século XIX, o artesanato passou por um longo período de desvalorização. A sua importância  foi resgatada com iniciativas como as de William Morris, fundador do grupo de Artes e Ofícios, objetivando valorizar o trabalho artesanal e identificar o artesão como um produtor de objetos intrinsecamente ligados à cultura popular. Considerado património cultural, o artesanato é feito a partir de materiais típicos de cada lugar (sementes, missangas, cerâmica, madeiras, conchas, …). Aos poucos, outros materiais têm sido incorporados na atividade, – plástico, vidro, cortiça, papel, tecido, cápsulas de café -, reciclando e criando um artesanato sustentável.

Visita a Mostra de Artesanato! Vem à BE!





Concurso “Contadores de estórias da História”

6 04 2014

Cumprindo a tradição, chegaram à Biblioteca, vindos do passado os “Melhores contadores de estórias da História” para, no tempo presente, contarem e encantarem os que os ouviram. Com o Palácio de Queluz como cenário, os alunos selecionados nas turmas do 5.º e 6.º anos, escolheram uma estória, ensaiaram-na e apresentaram-na à Escola no dia marcado.

CONTADORES_HISTÓRIAS2A semifinal teve lugar no dia 20 de fevereiro em duas mãos, a 1.ª às 12H30; a 2.ª às 14H10, em que foram selecionados 6 alunos (3 alunos do turno da manhã e três do da tarde) para a final.

CONTADORES_HISTÓRIAS1
A final aconteceu no dia 27 de fevereiro, às 14H10, e sagraram-se vencedores os alunos:
o 1.º lugar – Andreia Pinto, 6.º J
o 2.º lugar – Ricardo Bessa, 6.º C
o 3.º lugar ex-aequo – Alexandrina Buimistru, 5.º D/ Madalena Martins, 6.º N

Agradecemos a participação de todos e aqui deixamos os parabéns aos vencedores. Esta atividade é uma inciativa do Departamento de Ciências Sociais e Humanas.





Dia do Internacional Livro Infantil 2014

2 04 2014

2 de abril, Dia Internacional do Livro Infantil

Como habitualmente o IBBY (International Board on Books for Young Peolpe), para assinalar esta data, publica uma mensagem de incentivo à leitura, da autoria de um escritor de nacionalidade diferente, que depois é traduzida e divulgada pelos países que integram o IBBY. Este ano coube à Irlanda redigi-la, na pessoa da escritora, editora e tradutora Siobhán Parkinson, distinguida com o  Laureate na nÓg (Children’s Laureate of Ireland).

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CARTA ÀS CRIANÇAS DE TODO O MUNDO 

Os leitores perguntam muitas vezes aos escritores como é que escrevem as suas histórias – de onde vêm as ideias? Da minha imaginação, responde o escritor. Ah, sim, dizem os leitores. Mas onde fica a imaginação, de que é que ela é feita, e será que todos temos uma?

Bem, diz o escritor, fica na minha cabeça, claro, e é feita de imagens e palavras e memórias e vestígios de outras histórias e palavras e fragmentos de coisas e melodias e pensamentos e rostos e monstros e formas e palavras e movimentos e palavras e ondas e arabescos e paisagens e palavras e perfumes e sentimentos e cores e ritmos e pequenos cliques e flashes e sabores e explosões de energia e enigmas e brisas e palavras. E fica tudo a girar lá dentro e a cantar e a parecer um caleidoscópio e a flutuar e a pousar e a pensar e a arranhar a cabeça. 

Claro que todos temos uma imaginação: se assim não fosse, não seríamos capazes de sonhar. Contudo, nem todas as imaginações são feitas das mesmas coisas. A imaginação dos cozinheiros tem sobretudo paladares, e a dos artistas mais cores e formas. Mas a imaginação dos escritores está cheia de palavras. 

E nos leitores e ouvintes das histórias, as imaginações fazem-se com palavras também. A imaginação do escritor trabalha e gira e molda ideias e sons e vozes e personagens e acontecimentos numa história, e a história é apenas feita de palavras, batalhões de rabiscos que marcham ao longo das páginas. E depois chega o leitor e os rabiscos ganham vida. Ficam na página, parecem ainda rabiscos, mas também brincam na imaginação do leitor, e o leitor começa igualmente a desenhar e a rodar as palavras de modo a que a história se crie agora na sua cabeça, tal como tinha acontecido na cabeça do escritor. 

É por isso que o leitor é tão importante para a história como o escritor. Há apenas um escritor para cada história, mas há centenas ou milhares ou mesmo milhões de leitores, na própria língua do escritor ou traduzida para muitas línguas. Sem o escritor, a história nunca teria nascido; mas sem os milhares de leitores em todo o mundo, a história não viveria todas as vidas que pode viver. 

Cada leitor de uma história tem alguma coisa em comum com os outros leitores da mesma história. Separadamente, mas também em conjunto, eles recriam a história do escritor com a sua própria imaginação: um ato ao mesmo tempo privado e público, individual e coletivo, íntimo e internacional. Isto deve ser o aquilo que o ser humano faz melhor. 

Continua a ler! 

                                                                                                                           Tradução: Maria Carlos Loureiro

O cartaz português é sempre da autoria do ilustrador vencedor do Prémio Nacional de Ilustração. Por isso, este ano, a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB) convidou a ilustradora Ana Biscaia, vencedora do Prémio Nacional de Ilustração 2013. E aqui está o cartaz com que nos brindou:

cartaz_livro_infantil_2014