Celebrar ABRIL! 40 anos

28 04 2014
abril_40_anos                                                                                                 Autoria: Paulo Proença

Para festejar os 40 anos do 25 de abril, a BE trouxe à Escola a exposição “Cor de abril”, gentilmente cedida pela BLX – Bibliotecas Muncipais de Lisboa que estará disponível de 22 a 30 de abril.

E porque o testemunho pessoal é importante e motivador, a BE convidou o Coronel Sousa e Castro, uma sugestão do Diretor do Agrupamento, que, em 1973, na clandestinidade, integrou a Comissão Coordenadora do Movimento dos Capitães e participou na elaboração do documento O Movimento das Forças Armadas e a Nação, verdadeiro programa político do Movimento dos Capitães, bem como na organização e desencadeamento da operação militar de 25 de abril de 1974, como oficial-estafeta. Às turmas envolvidas – 9º A e B – falou do Estado Novo, da Guerra Colonial, do inverno em que o País estava mergulhado como as alavancas para a revolução de abril e o novo Portugal.

sousa_e_castro_5Dando continuidade à atividade desenvolvida no ano anterior para assinalar o Centenário de Álvaro Cunhal,  o Arqº Filipe Dinis aceitou o nosso convite e esteve com as turmas – 8.º D, E e F, 9.º C – para contextualizar e falar sobre os Desenhos da Prisão (1ª série), adquiridos em abril de 2013.

desenhos_prisãoOs desenhos são feitos a lápis sobre papel, com um fantástico jogo de luz e sombra, e foram executados entre 1951-1959, numa cela da Penitenciária de Lisboa, onde Cunhal passou oito anos em total isolamento, e no Forte de Peniche, de onde se evadiu em janeiro de 1960. Durante cerca de dois anos (1949-1951), Álvaro Cunhal não teve acesso a qualquer material de escrita ou de desenho, mas, em 1951, passou a ser autorizado a receber papel e lápis. Para efeitos de controle, o papel era numerado folha a folha e assinado pelo chefe dos guardas da Penitenciária de Lisboa – Lino. O povo é a temática; o trabalho, a luta, o sofrimento, a miséria, mas também a alegria, a festa, a dança, são os ambientes representados. Curiosamente foi o povo camponês o escolhido como personagem central, não havendo qualquer referência ao operariado urbano. Os cenários, não tendo qualquer elemento concreto, real, remetem na sua generalidade para o campo ou para a aldeia. Nesta categoria de desenhos, a mulher é quase sempre a protagonista, sendo representada duma forma mais lírica e expressiva que o resto das personagens. A representação da mulher é muito importante, ela ocupa um lugar especial, apresentando-se forte, corajosa, trabalhadora, mas sobretudo feminina. Esta importância é patente mesmo nos desenhos em que a personagem é coletiva, pois a mulher está sempre presente, lutando ou trabalhando ao lado do homem, mas também dançando.





Suporte básico de vida – formação

27 04 2014

index

No passado dia 2 de abril de 2014, o 9ºA teve uma formação sobre Suporte Básico de Vida (SBV) dinamizada pelo médico anestesista Dr. Emanuel Almeida, um antigo aluno desta escola. Com ele aprendemos o algoritmo do SBV, ou seja, o conjunto dos procedimentos a adotar na reanimação de uma vítima, estatisticamente comprovadas de vital importância para o resultado final.

Assim, se estiveres ou passares por perto de alguém que esteja cqueixoaído no chão, procura averiguar o que se passou e depois de analisadas as condições de segurança, verificar se a vítima está ou não em paragem cardiorrespiratória. Permeabiliza a via aérea: coloca a tua mão sobre a testa da vítima, levanta-lhe o queixo e faz-lhe a hiperextensão do pescoço. Aproxima o teu ouvido do rosto da vítima para que possas sentir a sua respiração e conta até 10.

pls

Se a vítima respirar e estiver consciente coloca-a em PLS (posição lateral de segurança) e chama o 112.

 

 Se a vítima estiver inconsciente e não respirar, pede ajuda no local. Enquanto um inicia as manobras de reanimação, o outro deve ligar para o 112 e participar a situação. Identifica sempre com exatidão o local onde a vítima se encontra e informa se sabes ou não fazer o suporte básico de vida. Certifica-te de que a tua mensagem foi compreendida e aguarda que te mandem desligar.

algoritmoDe acordo com o algoritmo SBV deves ter sempre em mente a regra – 30:2 – 30 compressões torácicas para 2 insuflações. As compressões devem ser feitas com a parte inferior da mão sobre o esterno da vítima, e a outra mão por cima com os dedos entrelaçados. A preocupação deve ser sempre a de fazer compressões eficazes e não com a possibilidade de se partirem costelas à vítima. Findas as 30 compressões, fazer um insuflação boca a boca (caso seja possível), mantendo a via aérea permeabilizada, tapando o nariz da vítima e selando os seus lábios com os teus. Novo conjunto de 30 compressões; nova insuflação. Se tiveres uma máscara de reanimação, deves usá-la para as insuflações. Se tiveres alguém a ajudar, troca de posição a cada dois minutos, para que possas descansar um pouco. Se não quiseres fazer as insuflações, aumenta o n.º de compressões, à velocidade de 100 por minuto.

Só podes parar de fazer o SBV quando a exaustão te dominar ou a vítima mostrar sinais de consciência ou a ajuda dos profissionais de saúde chegar.

O SBV pode e deve fazer-se também em crianças; se de tenra idade deves apenas moderar a força e reduzir a sua profundidade. Segundo nos contou o médico, para fazer o SBV em bebés, o reanimador pode usar apenas os polegares, porque a sua caixa torácica é ainda pequenina.

Mas atenção, o SBV permite apenas ganhar tempo. Cabe aos profissionais de saúde prosseguir com o suporte avançado de vida.

Martim Rosado, nº 19, 9º A

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Semana da Leitura’14

27 04 2014

Na semana de 17 a 21 de março aconteceu a 8.ª edição da Semana da Leitura, este ano centrada no tema Língua Portuguesa, uma celebração dos 800 anos do conhecimento dos seus textos mais antigos. A Marta Leite foi a convidada para a criação do cartaz ilustrativo deste tema e autora do título “Vem dar à Língua Portuguesa”.

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Escrever um artigo acerca da Semana da Leitura, não é tarefa fácil! Primeiro porque todas as semanas, todos os dias e todos os momentos são bons para ler! Segundo porque fica sempre tanto por dizer… imagens que faltam … embora permaneça na memória de todos os que a viveram. Durante esta semana, deu-se à língua portuguesa; explorou-se a palavra e a sua força; jogou-se com as palavras e com as rasteiras que nos pregam; elogiou-se a leitura e a sua magia; homenageou-se a literatura portuguesa na obra de Camilo Castelo Branco, Eça de Queirós, Aquilino Ribeiro, Vitorino Nemésio; deu-se voz a jovens escritores, Rebecca Csalog, autora do livro Glyrmandia; aconteceu a exposição “Livros que fizeram história”; partilhou-se a leitura e o gosto pela leitura… dignificou-se a leitura, …. porque “escrevendo ou lendo nos unimos para além do tempo e do espaço, e os limitados braços se põem a abraçar o mundo; a riqueza de outros nos enriquece a nós. Leia!” (Agostinho da Silva).

Porque a leitura inspira:)!





IGAC vai à escola

26 04 2014

IGACNa véspera do Dia do Livro e dos Direitos de Autor, as turmas 5º F e 6º C receberam a visita de 4 funcionários da Inspeção Geral das Atividades Culturais para uma sessão de sensibilização para a importância do Direito de Autor e dos Direitos Conexos e de prevenção da pirataria e utilização ilícita de obras originais, objetivando a criação de uma consciência cívica de proteção dos autores e da sua obra.

A iniciativa promove a necessidade de um reconhecimento da importância da propriedade intelectual pelas crianças e por toda a comunidade educativa, com recurso a estratégias lúdicas.

igacOs alunos demonstraram muito interesse sobre o tema, participaram e interagiram bem com os 4 elementos da equipa do IGAC. Com recurso a uma apresentação em PowerPoint, a equipa forneceu-lhes os conceitos e as ideias chave sobre direitos de autor vs pirataria, ilustrando, exemplificando e esclarecendo situações. No final, foi-lhes fornecida uma folha e pedido que escrevessem a sua identificação e criassem… um desenho, um texto … Enquanto elaboravam a sua obra, um elemento da equipa foi vestir a pele de “Capitão Gancho”. À medida que terminavam a sua tarefa, os alunos iam entregando os seus trabalhos à equipa, dos quais o Capitão Gancho se apoderou para deles tirar proveito numa feira improvisada. Perante o inspector do IGAC, o Capitão Gancho defendeu a propriedade das obras que expunha e vendia por dois dobrões de ouro. Quando confrontado com a identificação dos autores, garantiu ter autorização dos mesmos. Os alunos reagiram e acusaram-no de roubo. Assim e num tom de «brincadeira», foi incutido aos alunos o que é o Direito de Autor. Os desenhos foram cedidos à equipa para a elaboração de diplomas personalizados que, oportunamente serão enviados à PB e distribuídos aos alunos participantes na sessão.

IGAC-5Para adoçar a boca, a equipa ofereceu a cada aluno dois dobrões de oiro, (moedas de chocolate).





Semana do Artesanato

26 04 2014
cartaz_artesanato                                                                                                          Autoria: Ângela Tareco

Com o mês de maio à porta, chega o Dia do Artesão e a Semana do Artesanato. Como habitualmente, a BE convidou docentes no ativo e aposentados, não docentes, encarrgeados de educação e elementos da comunidade local para esta Mostra de Artesanato. Este ano juntaram-se a nós mais três “artesãs”, que dedicam muitas horas do(s) seu(s) dia(s) ao trabalho manual, usando e abusando da criatividade, horas muito gratificantes, retemperadoras, que as ajudam a descontrair e a aliviar do stress do quotidiano.

O artesanato é tão antigo quanto a história da humanidade. Surgiu com a necessidade de transformar os elementos que o Homem encontrava ao seu redor. Segundo as pesquisas arqueológicas, os primeiros artesãos surgiram no período neolítico (6.000 a.C),  quando o homem aprendeu a polir a pedra, fabricar a cerâmica e a tecer fibras animais e vegetais. Utilizava pigmentos naturais para a pintura e tingimento e dominava técnicas de cestarias em fibras naturais e de cerâmica. Durante o século XI, o artesanato passou a ser visto também como uma profissão;ser artesão, foi uma profissão bastante considerada e respeitada. Com a Revolução Industrial, no século XIX, o artesanato passou por um longo período de desvalorização. A sua importância  foi resgatada com iniciativas como as de William Morris, fundador do grupo de Artes e Ofícios, objetivando valorizar o trabalho artesanal e identificar o artesão como um produtor de objetos intrinsecamente ligados à cultura popular. Considerado património cultural, o artesanato é feito a partir de materiais típicos de cada lugar (sementes, missangas, cerâmica, madeiras, conchas, …). Aos poucos, outros materiais têm sido incorporados na atividade, – plástico, vidro, cortiça, papel, tecido, cápsulas de café -, reciclando e criando um artesanato sustentável.

Visita a Mostra de Artesanato! Vem à BE!





Concurso “Contadores de estórias da História”

6 04 2014

Cumprindo a tradição, chegaram à Biblioteca, vindos do passado os “Melhores contadores de estórias da História” para, no tempo presente, contarem e encantarem os que os ouviram. Com o Palácio de Queluz como cenário, os alunos selecionados nas turmas do 5.º e 6.º anos, escolheram uma estória, ensaiaram-na e apresentaram-na à Escola no dia marcado.

CONTADORES_HISTÓRIAS2A semifinal teve lugar no dia 20 de fevereiro em duas mãos, a 1.ª às 12H30; a 2.ª às 14H10, em que foram selecionados 6 alunos (3 alunos do turno da manhã e três do da tarde) para a final.

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A final aconteceu no dia 27 de fevereiro, às 14H10, e sagraram-se vencedores os alunos:
o 1.º lugar – Andreia Pinto, 6.º J
o 2.º lugar – Ricardo Bessa, 6.º C
o 3.º lugar ex-aequo – Alexandrina Buimistru, 5.º D/ Madalena Martins, 6.º N

Agradecemos a participação de todos e aqui deixamos os parabéns aos vencedores. Esta atividade é uma inciativa do Departamento de Ciências Sociais e Humanas.





Dia do Internacional Livro Infantil 2014

2 04 2014

2 de abril, Dia Internacional do Livro Infantil

Como habitualmente o IBBY (International Board on Books for Young Peolpe), para assinalar esta data, publica uma mensagem de incentivo à leitura, da autoria de um escritor de nacionalidade diferente, que depois é traduzida e divulgada pelos países que integram o IBBY. Este ano coube à Irlanda redigi-la, na pessoa da escritora, editora e tradutora Siobhán Parkinson, distinguida com o  Laureate na nÓg (Children’s Laureate of Ireland).

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CARTA ÀS CRIANÇAS DE TODO O MUNDO 

Os leitores perguntam muitas vezes aos escritores como é que escrevem as suas histórias – de onde vêm as ideias? Da minha imaginação, responde o escritor. Ah, sim, dizem os leitores. Mas onde fica a imaginação, de que é que ela é feita, e será que todos temos uma?

Bem, diz o escritor, fica na minha cabeça, claro, e é feita de imagens e palavras e memórias e vestígios de outras histórias e palavras e fragmentos de coisas e melodias e pensamentos e rostos e monstros e formas e palavras e movimentos e palavras e ondas e arabescos e paisagens e palavras e perfumes e sentimentos e cores e ritmos e pequenos cliques e flashes e sabores e explosões de energia e enigmas e brisas e palavras. E fica tudo a girar lá dentro e a cantar e a parecer um caleidoscópio e a flutuar e a pousar e a pensar e a arranhar a cabeça. 

Claro que todos temos uma imaginação: se assim não fosse, não seríamos capazes de sonhar. Contudo, nem todas as imaginações são feitas das mesmas coisas. A imaginação dos cozinheiros tem sobretudo paladares, e a dos artistas mais cores e formas. Mas a imaginação dos escritores está cheia de palavras. 

E nos leitores e ouvintes das histórias, as imaginações fazem-se com palavras também. A imaginação do escritor trabalha e gira e molda ideias e sons e vozes e personagens e acontecimentos numa história, e a história é apenas feita de palavras, batalhões de rabiscos que marcham ao longo das páginas. E depois chega o leitor e os rabiscos ganham vida. Ficam na página, parecem ainda rabiscos, mas também brincam na imaginação do leitor, e o leitor começa igualmente a desenhar e a rodar as palavras de modo a que a história se crie agora na sua cabeça, tal como tinha acontecido na cabeça do escritor. 

É por isso que o leitor é tão importante para a história como o escritor. Há apenas um escritor para cada história, mas há centenas ou milhares ou mesmo milhões de leitores, na própria língua do escritor ou traduzida para muitas línguas. Sem o escritor, a história nunca teria nascido; mas sem os milhares de leitores em todo o mundo, a história não viveria todas as vidas que pode viver. 

Cada leitor de uma história tem alguma coisa em comum com os outros leitores da mesma história. Separadamente, mas também em conjunto, eles recriam a história do escritor com a sua própria imaginação: um ato ao mesmo tempo privado e público, individual e coletivo, íntimo e internacional. Isto deve ser o aquilo que o ser humano faz melhor. 

Continua a ler! 

                                                                                                                           Tradução: Maria Carlos Loureiro

O cartaz português é sempre da autoria do ilustrador vencedor do Prémio Nacional de Ilustração. Por isso, este ano, a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB) convidou a ilustradora Ana Biscaia, vencedora do Prémio Nacional de Ilustração 2013. E aqui está o cartaz com que nos brindou:

cartaz_livro_infantil_2014