O Natal na Poesia Portuguesa

13 12 2009

O Natal nas palavras de Eugénio de Andrade, “um homem com coração de diamante” e, sem dúvida, um dos maiores poetas do século XX!


É Natal, nunca estive tão só.
Nem sequer neva como nos versos
do Pessoa ou nos bosques
da Nova Inglaterra.
Deixo os olhos correr
entre o fulgor dos cravos
e os diospiros ardendo na sombra.
Quem assim tem o verão
dentro de casa
não devia queixar-se de estar só,
não devia.

Eugénio de Andrade

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