HOMO OBESUS – EXPLICAÇÃO CURIOSA

11 10 2009

O professor Geraldo Medeiros da Universidade de S. Paulo, médico endocrinologista, procura na evolução do Homem uma justificação para a obesidade.

HOMO OBESUS

Segundo ele, a caça permitia ao homem primitivo alimentos em abundância durante alguns dias a que se seguia um período de fome. Por isso, o sistema nervoso central terá activado um grupo de genes, os chamados genes economizadores de energia, que codificaram proteínas especialistas em conservar energia sob a forma de gordura. Assim, o corpo teria reservas para sobreviver, gastando a gordura acumulada.

Com a descoberta da agricultura e da pastorícia, o homem passou a dispor de mais e variados alimentos. Porém, segundo o especialista, o sistema nervoso central esqueceu-se de “desligar” aqueles genes.

Com o passar dos séculos, os alimentos tornaram-se mais acessíveis, pelo que o homem aumentou a quantidade de alimentos a consumir. Cresceu, também, o seu índice calórico: um hambúrguer que apresentava um índice calórico de 204 calorias oferece, hoje, 984, porque é enriquecido com uma tripla camada de carne, maionese e batatas fritas; um balde de pipocas, que na década de 50, tinha 174 calorias, oferece hoje 1700; os copos de refrigerantes, os gelados e os chocolates aumentaram cerca de 300%.

A agravar esta situação, as populações tornaram-se mais sedentárias, porque o desenvolvimento dos transportes e da tecnologia vulgarizaram o automóvel, a moto, o elevador, a escada rolante. O Homem reduziu as caminhadas, substituiu o elevador pelas escadas.

Os neurotransmissores estimuladores da fome e poupadores do gasto energético são mais activos e mais numerosos do que aqueles que produzem a saciedade (sensação de fartura) e gastam a energia acumulada. Daqui resulta um excesso de nutrição e, consequentemente, um número crescente de “homo obesus”.

Acrescenta que, nos tempos que correm, o estilo de vida moderno, com vidas agitadas e a falta de tempo dos pais, fez aumentar o recurso ao fast food, a refeições pré-cozinhadas, a doces e refrigerantes. A televisão tem, também, muita força ao publicitar alimentos muito calóricos – bolachas, batatas fritas, salgados, chocolates -. (Este assunto é tão sério que a ONG “Intenational Association for Study of Obesity” lançou uma campanha na União Europeia para proibir anúncios atraentes de produtos que possam causar excesso de peso às crianças).

Por outro lado, no passado, as crianças brincavam na rua, corriam, andavam de bicicleta, jogavam à bola; actualmente, as crianças passam muito tempo na internet, a ver televisão ou a jogar jogos de vídeo.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, no mundo, 1,2 mil milhões de pessoas têm excesso de peso e 300 milhões são obesos.


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