FORUM REDE DE BIBLIOTECAS ESCOLARES

4 07 2009

Rede de Bibliotecas Escolares: 13 anos a construir saberesteresa calçada

Que objectivos se pretendiam quando se lançou a Rede das Bibliotecas Escolares?

  • (…) construir um novo conceito de Biblioteca Escolar, pensada como centros de recursos multimédia disponibilizando aos utilizadores os bens necessários à leitura, ao acesso, utilização e produção da informação em diferentes suportes, criar uma representação positiva da BE, constituída como uma necessidade para uma aprendizagem activa, para apoio a alunos e professores, ao suporte curricular, cultural, promotoras da criatividade.

Considerou que para a prossecução destes objectivos é decisivo formar para o uso crítico da informação, produzir directórios, criar bases de dados que respondam às necessidades de cada área científica, pensar a colecção, agora, tão híbrida como o espaço em que habita; articular com os docentes, produzir conteúdos, criar espaços diferenciados de resposta curricular, de aquisição de competências, de construção de saberes e de interesses individuais, ganhar gosto pela leitura, desenvolver a curiosidade e os saberes.

A evolução das Tecnologias da Informação e do Conhecimento  produziu e produz transformações e alterações nas nossas bibliotecas:

  • o desenvolvimento das redes de conhecimento e das redes sociais, e o alargamento das formas de acesso à informação vêm, agora, revolucionar  o livre acesso às estantes;
  •  alterações significativas na natureza das colecções decorrentes das características dos utilizadores actuais.  
  • A recolocação do papel da BE no século XXI, face a utilizadores que  aprendem de uma forma diferente, porque já fizeram uma escolaridade diferente, porque se socializam de modo muito diferente com o conjunto de formas de acesso à informação e às redes sociais, que (…) lhe conferem grande destreza mas também dispersão, fragmentação, outra representação do conhecimento – tudo e todos estão à distância de um clique.

Na sua opinião, a biblioteca acaba por ter um papel maior, independentemente do local de onde se acede, na organização, selecção, tratamento, disponibilização da informação pertinente e credível, que coloque uma ordem, não censória, mas de pertinência, fiabilidade e credibilidade, no caos que a Internet representa, para quem não possui as competências de informação, essenciais à construção crítica do conhecimento.

E, é isso que os professores e também os alunos têm de fazer dela, percebendo a acrescida necessidade dessa biblioteca dentro duma escola, que deve reflectir as exigências de um mundo em mudança.

Se a revolução digital é prometedora da ideia de Borges, da Biblioteca Universal, traz, particularmente às bibliotecas escolares, responsabilidades e trabalho acrescido: contribuir, de forma eficaz para formar leitores, com múltiplas literacias, mais competentes, mais críticos, mais autónomos, capazes de encontrar as respostas às suas necessidades de informação e conhecimento.

As bibliotecas estão numa encruzilhada extraordinária. Particularmente as escolares, porque têm que servir um conhecimento que é mais complexo, que é mais multidisciplinar, associar os currícula, tornar evidente aos professores, que para todas as áreas disciplinares e/ou científicas, é imprescindível incorporar estas competências, para que os jovens consigam ler e escrever textos próprios de cada área do saber, investigar, aprender autonomamente e produzir conhecimento.

A Biblioteca escolar tem que formar os jovens para que, posteriormente, sejam capazes de utilizar outros equipamentos culturais, desde logo as Bibliotecas Universitárias, mas muito particularmente as Bibliotecas Públicas, equipamentos fundamentais para servir as necessidades pessoais ou de formação, que um mercado de trabalho mais flexível e global, lhes trará.

Que desafios pela frente?

(…) continuar a fazer bibliotecas porque a biblioteca é o lugar do conhecimento, da construção de um saber que hoje é feito da conjugação de competências, de experiências, dentro e fora da escola, da multiplicidade de acessos, e de outras concepções da sua representação.

(…)

Ser uma evidência, para alunos e professores que, mais do que nunca, independentemente da forma, é a biblioteca que pode oferecer os serviços e os conteúdos, que permitem à escola continuar a ocupar o seu lugar na sociedade, contrariando a superficialidade, dispersão, fragmentação dos seus mais fortes concorrentes, contribuindo para o prestígio simbólico, que todas as épocas lhe conferiram, enquanto espaço forjador do espírito crítico, das atitudes, valores e saberes.

Excertos da comunicação da Dr.ª Teresa Calçada, Coordenadora do Programa da Rede de Bibliotecas Escolares

Aceda aqui  às  comunicações de outros ilustres convidados.

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6 05 2010
Ebssievaa

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