Estrunfes para todos, todos para os Estrunfes/Smurf for All, All for Smurf

29 07 2008

De 10 de Junho a 16 de Novembro decorrem na Bélgica as comemorações dos 50 anos dos Estrunfes, os famosos gnomos azuis que viviam em casas de cogumelos numa floresta, criados pelo desenhador belga Pierre Culliford, mais conhecido por Peyo, e apresentados ao mundo a 23 de Outubro de 1958, no número 1071 da revista “Spirou”, na história “La flûte à six Schtroumphs”.

Na década de 80, estes simpáticos gnomos conheceram a fama, pela mão dos Estúdios Hanna-Barbera, que os lançou em desenhos animados num total de 256 episódios.

Agora a Paramount Pictures que, recentemente, adquiriu os direitos dos personagens animados está a desenvolver um filme em 3-D CG com o produtor Jordan Kerner (“Inspector Gadget”) e a empresa Nickelodeon Movies. Os produtores conceberam este projecto como sendo uma trilogia e apontam o lançamento do primeiro filme para 2008, coincidindo assim com o 50º aniversário dos Estrunfes. O argumento ficará a cargo de Herb Ratner.

Muitos são os eventos que têm estado a acontecer: foi editado um novo álbum de BD, com o título original “Les Schtroumpfs et le livre qui dit tout”, (Os Estrunfes e o Livro que Diz Tudo); o Centre Belge de la Bande Dessinée, de Bruxelas, inaugurou a grande exposição “L’Union fait la Sctroumph” que   reforça a divisa nacional belga “L’Union fait la Force”.

Porém, o expoente máximo das festividades será a digressão europeia: milhares de estrunfes invadirão as ruas de diversas cidades europeias (na fila para os correios, à espera de autocarro, a brincar no jardim ou em qualquer outra actividade), numa iniciativa dirigida às crianças e cujas receitas reverterão a favor da UNICEF. Em cada uma dessas cidades será leiloado um “estrunfe” decorado por uma celebridade.





JOGOS OLÍMPICOS/ OLYMPIC GAMES

26 07 2008

Os gregos iniciaram o culto ao corpo e, em homenagem ao deus supremo – Zeus, inauguraram os Jogos Olímpicos, em data incerta. Segundo a mitologia grega, os Jogos Olímpicos devem-se a Héracles, filho de Zeus; realizavam-se de 4 em 4 anos, no dia da primeira lua cheia do Verão, na cidade de Olímpia e faziam parte dos quatro grandes festivais religiosos pan-helénicos celebrados na Grécia Antiga, a que assistiam espectadores vindos de todas as cidadesestado do mundo grego. As corridas pedestre e equestre, o pancrácio e o pentatlo, eram as modalidades desportivas instituídas. Foi a partir de 776 a.C. que passou a ser feito um registo dos vencedores, considerando-se este o ano da fundação dos jogos. Constituíam um evento de tal modo importante que, caso as cidades gregas estivessem envolvidas em guerras, durante a sua realização era proclamada a trégua sagrada que concedia uma espécie de protecção aos viajantes a caminho de Olímpia. Os vencedores eram recebidos como heróis nas suas cidades-estado e ganhavam uma coroa de louros. Só mais tarde é que começaram a receber o prémio em dinheiro.

Em 600 a C., foi erguido o templo de Hera (esposa de Zeus), onde passaram a ser depositadas coroas de louros para os campeões. No estádio construíram-se tribunas de honra e na cidade um reservatório de água e hotéis para as pessoas importantes. Até 472 a C. as provas eram realizadas num único dia; apenas os cidadãos livres poderiam competir e a participação feminina era proibida.

Os jogos foram proibidos por decreto pelo Imperador Romano Teodósio I, em 392 d.C., ano da sua conversão ao Cristianismo, por os considerar cultos pagãos (no interior do templo de Zeus existia uma estátua do deus coberta de ouro em frente à qual todos os atletas tinham que fazer um sacrifício e orar antes da competição e no altar eram sacrificados mais de cem bois). Mais tarde, em 426, o Imperador Romano Teodósio II, mandou queimar o Templo de Zeus e outros edifícios, para se certificar que não mais se realizariam estes Jogos. Pensa-se que este tenha sido o último ano em que os Jogos Olímpicos da Antiguidade se realizaram.

Em 1894, o Barão de Coubertin fez renascer os Jogos Olímpicos. Fascinado pelo comportamento dos gregos no passado e desejando unir os povos, o Barão convocou uma reunião com delegados de 9 países, em 1894, onde expôs o seu plano de fazer reviver os jogos que tinham sido interrompidos há 15 séculos. Com o apoio do americano William Sloane e do inglês Charles Herbert, e contando com a presença de representantes de 15 países, fundou o Comité Olímpico Internacional (C.O.I.); dois anos depois, a 6 de Abril de 1896, em Atenas e perante mais de 60 mil visitantes, o rei Jorge I da Grécia presidiu à cerimónia de abertura da 1.ª Olimpíada da Era Moderna em que participaram 285 atletas de 13 países num local chamado Panatinaico. A principal modalidade foi o atletismo.Porém, a participação feminina só aconteceu em Paris, em 1900, e a participação de atletas de raça negra só aconteceu em 1904, em St. Louis.

A bandeira olímpica de cor branca com cinco anéis entrelaçados, representando os cinco continentes foi idealizada pelo Barão de Coubertain e hasteada pela 1.ª vez em 1920, nas Olimpíadas de Antuérpia. A bandeira traz também o lema olímpico Citius, altius, fortius – Mais rápido, mais alto, mais forte -, idealizado por um monge francês chamado Didon, amigo do Barão de Coubertin, em 1890.

São tradição grega a chama olímpica e o juramento ou Credo Olímpico: “A coisa mais importante nos Jogos Olímpicos não é ganhar, mas para participar, assim como a coisa mais importante na vida não é o triunfo, mas a luta. O essencial é não ter vencido, mas ter lutado bem”.Actualmente, os jogos contam com mais de 6 mil competidores de cerca de 100 países que disputam mais de 20 modalidades.


Os Jogos da XXIX Olimpíada realizar-se-ão em Pequim,
na República Popular da China entre os dias 8 e 24 de Agosto de 2008, com a cerimónia de abertura marcada para as 8H08 da noite do dia 8 de Agosto (o número 8 tem significado de prosperidade na cultura chinesa);o seu emblema chama-se “Pequim Dançante” e o seu lema “One World, One Dream”, (“Um Mundo, Um Sonho”), apela à entrega do mundo inteiro ao espírito olímpico e à construção de um futuro melhor para a Humanidade. Para estes jogos foram criadas 5 Fuwa (福娃; pinyin: bonecos de boa sorte), The Friendlies, que integram desenhos de peixe, panda gigante, incêndio, antílope tibetano, e andorinha. Cada um dos Fuwa tem como principal cor uma das cores dos cinco anéis olímpicos e receberam os nomes de Beibei, Jingjing, Huanhuan, Yingying e Nini. Da pronunciação ordenada da primeira sílaba de cada um dos cinco nomes resulta a frase 北京迎你 “Bei Jing Huan Ying Ni” – que significa “Beijing dá-lhe as boas vindas”/ “Beijing welcomes you”.

 





Ciência Viva no Verão

17 07 2008

«Na praia, no campo, na cidade, de dia ou de noite, faça férias com a Ciência.
Observações astronómicas, passeios científicos, visitas a faróis e a grandes obras de engenharia são algumas das actividades propostas por universidades, centros de investigação, museus, empresas, escolas e associações científicas em todo o país.»

Participa! Acesso gratuito.





16 Sugestões de leituras para férias

17 07 2008

Tempo de férias é também tempo para  . Leva contigo um livro na bagagem e parte à aventura e à descoberta de novos mundos, espantosos, encantadores e divertidos.

Deixamos-te aqui 16 sugestões para boas leituras:

Diverte-te!

Partilha depois a tua leitura connosco. Deixa depois a tua opinião no blogue.

Se quiseres, também podes sugerir os livros que já leste e que recomendas.

 





FÉRIAS COM LIVROS

8 07 2008

Finalmente chegaram as férias e com elas o fim de mais uma jornada, de um ano inteirinho cheio de esforço: acordar cedo (mesmo nas manhãs frias e chuvosas), esforçar-nos por estar atentos e concentrados nas aulas, realizar as inúmeras tarefas que nos são propostas.

E agora? O que fazer?

Tempo de férias é tempo para brincar com os amigos, fazer passeios, viajar, descobrir um mundo de coisas novas.

É, também, tempo para Ler+ sozinho, Ler+ com os pais, Ler+ com os avós, Ler+ na praia, Ler+ no campo, Ler+ em qualquer lugar.

Não te esqueças, tira um tempo para LER, pois, «Umas boas férias não se passam sem um bom livro.»





FÉRIAS

8 07 2008

De onde virá esta palavra tão querida de todos? Quem as terá inventado?

A palavra férias vem do latim “feria”, que significava dia de festa e repouso e estava normalmente relacionado com uma comemoração religiosa. É a partir desse sentido que surgiram os vocábulos “férias” e “feriado”, este último proveniente do latim “feriatus”: o que está em festa, o que descansa.O inventor das férias foi o norte-americano John Silvy, empregado de limpeza do Senado Americano em 1835. Cansado de tanto trabalhar, aproveitou o fácil acesso que tinha às gavetas dos senadores para falsificar um pedido de votação para uma lei que garantiria aos trabalhadores um período de descanso. A lei foi aprovada, pois John sabia bem onde ficavam as leis que eram aprovadas e as rejeitadas. Descoberta a asneira que tinham feito, os senadores não tiveram alternativa, uma vez que não era possível voltar atrás numa lei que acabara de ser aceite por unanimidade. Desde então, o Mundo imitou os Estados Unidos e o período de descanso passou a vigorara em quase todo o planeta. O termo “férias” surgiu porque John, inteligentemente, colocou no seu “projecto lei” que os funcionários no período de descanso continuariam a receber a féria do mês. Como o descanso era em dois meses, seriam duas férias. Os empresários ficaram com tanta raiva que, jocosamente, utilizavam a expressão “férias imerecidas” e, mais tarde, por preguiça, apenas “férias”. Com o tempo, o termo tornou-se sinónimo desse período de descanso.





Selos com moléculas

8 07 2008

Em 2009, as moléculas vão circular por aí. O responsável é Nuno Micaêlo, o autor da criação e vencedor do concurso “Aqui Há Selo 2008”, promovido pelos CTT. A enzima CotA-lacase é a protagonista deste selo. No selo vêem-se várias bolas que representam átomos. Consoante a cor, temos átomos diferentes. O central, cor-de-laranja é um átomo de cobre e é este que permite à enzima funcionar.

Segundo o autor/criador do selo e investigador, que está a fazer um pós-doutoramento em Aveiro, na Universidade onde tirou a licenciatura em Biologia “Os selos são um meio privilegiado de difusão cultural devido à sua função pública e de temporalidade”.

Agora é só aguardar por 2009 e esperar receber muitas cartas com moléculas!

Parabéns ao investigador e artista!