E cá temos, mais uma vez, uma nova e sensacional imagem para comentarem. Passatempo válido até 15 de Maio!
Não se esqueçam que podem fazer mais do que um comentário e não se esqueçam de se identificar: nome, ano e turma.
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A surpresa de Handa
Antes de se aprender a ler aprende-se a brincar. E a cantar. Eu e os meninos da minha terra entoávamos esta cantiga quando ainda não sabíamos ler. Juntávamo-nos na rua, fazendo uma roda e, ao despique com as vozes dos grilos no Verão, cantávamos uma e outra vez a impotência do barquinho que não sabia navegar.
Às vezes construíamos barquinhos de papel, íamos pô-los nos charcos e os barquinhos desfaziam-se sem conseguirem alcançar nenhuma costa.
Eu também era um barco pequeno fundeado nas ruas do meu bairro. Passava as tardes numa açoteia vendo o sol esconder-se à hora do poente, e pressentia na lonjura – não sabia ainda se nos longes do espaço, se nos longes do coração – um mundo maravilhoso que se estendia para lá do que a minha vista alcançava.
Por detrás de umas caixas, num armário da minha casa, também havia um livro pequenino que não podia navegar porque ninguém o lia. Quantas vezes passei por ele, sem me dar conta da sua existência! O barco de papel, encalhado na lama; o livro solitário, oculto na estante, atrás das caixas de cartão.
Um dia, a minha mão, à procura de alguma coisa, tocou na lombada do livro. Se eu fosse livro, contaria a coisa assim: «Certo dia, a mão de um menino roçou na minha capa e eu senti que as minhas velas se desdobravam e eu começava a navegar».
Que surpresa quando, por fim, os meus olhos tiveram na frente aquele objecto! Era um pequeno livro de capa vermelha e marca-de-água dourada. Abri-o expectante como quem encontra um cofre e ansioso por conhecer o seu conteúdo. E não era para menos. Mal comecei a ler, compreendi que a aventura estava servida: a valentia do protagonista, as personagens bondosas, as malvadas, as ilustrações com frases em pé-de-página que observava uma e outra vez, o perigo, as surpresas…, tudo isso me transportou a um mundo apaixonante e desconhecido.
Desse modo descobri que para lá da minha casa havia um rio, e que atrás do rio havia um mar e que no mar, à espera de partir, havia um barco. O primeiro em que embarquei chamava-se Hispaniola, mas teria sido igual se se chamasse Nautilus, Rocinante, a embarcação de Sindbad ou a jangada de Huckleberry. Todos eles, por mais tempo que passe, estarão sempre à espera de que os olhos de um menino desamarrem as suas velas e os façam zarpar.
É por isso que… não esperes mais, estende a tua mão, pega num livro, abre-o, lê: descobrirás, como na cantiga da minha infância, que não há barco, por pequeno que seja, que em pouco tempo não aprenda a navegar.
ELIACER CANSINO / Tradução: José António Gomes
Para marcar este dia e se promover o diálogo intercultural e o respeito pela diversidade étnica e linguística, a BE/CRE apresentou a exposição “Encontro de povos”, relativa ao encontro dos povos africanos, asiáticos e americanos na época das navegações portuguesas, para uma exploração quer pelos Directores de Turma quer pelos professores de História.
O toondoo é um editor de histórias aos quadrinhos on-line. É simples, prático e disponibiliza vários recursos. Permite a publicação online das tuas criações.
Deixamos-te aqui um tutorial para que te possas aventurar nesta proposta:
Experimenta!
LITANIA DO NATAL
A noite fora longa, escura, fria.Chove. É dia de Natal.
Lá para o Norte é melhor:
Há a neve que faz mal,
E o frio que ainda é pior.
E toda a gente é contente
Porque é dia de o ficar.
Chove no Natal presente.
Antes isso que nevar.
Pois apesar de ser esse
O Natal da convenção,
Quando o corpo me arrefece
Tenho o frio e Natal não.
Deixo sentir a quem a quadra
E o Natal a quem o fez,
Pois se escrevo ainda outra quadra
Fico gelado dos pés.
Fernando Pessoa
O Dia Internacional para a Tolerância (16 de Novembro) foi instituído em 1995 pela UNESCO, como um apelo ao fim do racismo, da discriminação, da xenofobia e da intolerância em geral, atitudes muitas vezes assentes no medo do desconhecido, da diferença, do outro. A promoção da tolerância constitui-se como atitude fundamental na nossa sociedade multirracial e multicultural, para que a coexistência entre os cidadãos seja pacífica
A declaração de princípios sobre a tolerância afirma que esta não é nem concessão, nem condescendência, nem indulgência, mas sim uma atitude positiva de respeito e de reconhecimento mútuo, animada pelo reconhecimento dos direitos universais da pessoa humana e das liberdades fundamentais.
É, pois, importante que adoptes uma atitude de tolerância baseada na compreensão e no respeito pelo OUTRO, pela diferença e pelos seus direitos enquanto seres humanos.
A tolerância começa em cada um de nós: respeita a diferença, promove a compreensão e o entendimento no teu grupo de amigos, na escola, em casa.
Apetece-te ler?
Nas estações de Sete Rios e de Santa Apolónia, em Lisboa, já é possível desde Outubro, adquirir livros a preços de 6,00 e 7,50 da colecção BIS (colecção de pequeno formato da LEYA), em máquinas de venda automática de livros.
Até ao final do ano, outras máquinas serão instaladas em outros locais com muito tráfego da região de Lisboa e, futuramente em todo o país, nas zonas de maior afluência de pessoas, nomeadamente em estações de transportes.
Uma ideia copiada lá de fora, mas que não deixa de ser uma boa ideia!
Começam a escassear as justificações para não ler…
A propósito do dia de S. Martinho encontrámos este vídeo realizado pela BECRE de Ponte de Sôr que aqui postamos para que possam recordar a lenda.
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