A bicileta que tinha bigodes, da autoria de Ondjaki, foi a obra vencedora do Prémio Bissaya Barreto de Literatura para a Infância 2012. A obra tem a chancela da Caminho e foi considerada a melhor entre 263 outros títulos, apresentados a concurso por 48 editoras nacionais e um autor, a título individual.

Eis o que Ondjaki escreve no seu blogue:
“essa fogueira de sermos meninos”
o corpo deste texto é um abraço de amizade e de saudade:
ao luís bernardo honwana – esta minha Isaura é em homenagem à tua…; obrigado pela tua voz, pelo Cão Tinhoso, pelos olhos da tua Isaura;
e ao manuel rui – tu sabes: (quase) todos nós, dos anos 80, somos um pouco a ficção e a realidade do teu “Quem me dera ser onda”; obrigado pelo teu olhar também, em voz de contar e de dizer as nossas brincadeiras de rua, mais as estigas nas bermas da nossa língua toda desportuguesa…
não há como fugir ao que tem de ser dito: escrevemos em busca da voz que mais nos fala por dentro. ajustando a vida (a escrita?) às “falas do lugar”. escrevendo para lembrar o que ainda não tinha sido contado…
vos agradeço, vos abraço: em criança como agora, eu andava em busca das vossas estórias para fingir e acreditar que os livros sempre inventam essa fogueira de sermos meninos à volta dela…
ondjaki
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