Concurso “Uma Aventura”

28 05 2012

Alguns alunos da nossa escola aventuraram-se, inscreveram-se e participaram ativamente no concurso «Uma aventura literaria».

A Madalena Rebocho, do 6.º A, concorreu na modalidade «poesia» e trouxe o prémio, conforme atesta a informação que está disponível no site do concurso:

Já agora, divulgamos o poema vencedor, enviado pela Madalena:

E já agora as fotos para a posteridade tiradas no dia da entrega do prémio, acompanhada pela dupla de escritoras, Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada.

PARABÉNS, MADALENA!

Parabéns também aos demais participantes!





Escrito na Cal

23 05 2012

A BECRE foi um dos espaços escolhidos pelo autor, José Movilha, para lançamento do seu primeiro livro “Escrito na cal”, uma publicação da Monóculo.

Vem conhecer o escritor e a obra.

COMPARECE!





Campanha «Educar para crescer»

1 05 2012





Campanha «Educar para crescer»

1 05 2012





A bicicleta que tinha bigodes

30 04 2012

A bicileta que tinha bigodes, da autoria de Ondjaki, foi a obra vencedora do Prémio Bissaya Barreto de Literatura para a Infância 2012. A obra tem a chancela da Caminho e foi considerada a melhor entre 263 outros títulos, apresentados a concurso por 48 editoras nacionais e um autor, a título individual.

Eis o que Ondjaki escreve no seu blogue:

essa fogueira de sermos meninos

o corpo deste texto é um abraço de amizade e de saudade:

ao luís bernardo honwana – esta minha Isaura é em homenagem à tua…; obrigado pela tua voz, pelo Cão Tinhoso, pelos olhos da tua Isaura;

e ao manuel rui – tu sabes: (quase) todos nós, dos anos 80, somos um pouco a ficção e a realidade do teu “Quem me dera ser onda”; obrigado pelo teu olhar também, em voz de contar e de dizer as nossas brincadeiras de rua, mais as estigas nas bermas da nossa língua toda desportuguesa…

não há como fugir ao que tem de ser dito: escrevemos em busca da voz que mais nos fala por dentro. ajustando a vida (a escrita?) às “falas do lugar”. escrevendo para lembrar o que ainda não tinha sido contado…

vos agradeço, vos abraço: em criança como agora, eu andava em busca das vossas estórias para fingir e acreditar que os livros sempre inventam essa fogueira de sermos meninos à volta dela…

ondjaki





Falar de ABRIL…

25 04 2012

Este é o título do poema escrito e lido para os mais jovens, pela autora, Professora Lucena Pereira, integrado na obra divulgada hoje, 25 de abril de 2012, em cerimónia pública, na e com o patrocínio da Junta de Freguesia de Monte Abraão.

Por nos falar de abril e vos ser dirigido, aqui o transcrevemos, para que os ideais de abril permaneçam:





QUADROS DA HISTÓRIA DE PORTUGAL

22 04 2012

O Ministério da Educação e Ciência ofereceu, à Biblioteca Escolar, a obra “Quadros da História de Portugal” reeditado, em cerimónia pública, na Escola Secundária de Bocage, em Setúbal, na presença do Dr. Mário Soares (filho de um dos autores do livro), um representante da Gradiva Publicações e o Presidente do Conselho de Administração do Montepio Geral, entidade bancária patrocinadora desta obra literária e histórica, que revisita a História de Portugal através de alguns dos episódios mais marcantes.

O Gerente do Montepio de Monte Abraão entregou o exemplar desta obra ao Diretor do Agrupamento, Agostinho Mateus, num breve momento que contou com a presença da prof.ª Odete Almeida, uma das professoras bibliotecárias do Agrupamento.

Visualiza algumas das pinturas que fazem parte desta obra:





Canções de abril

22 04 2012

A morte saiu à rua

A morte saiu à rua num dia assim

Naquele lugar sem nome pra qualquer fim

Uma gota rubra sobre a calçada cai

E um rio de sangue dum peito aberto sai.

O vento que dá nas canas do canavial

E a foice duma ceifeira de Portugal

E o som da bigorna como um clarim do céu

Vão dizendo em toda a parte o pintor morreu.

Teu sangue, Pintor, reclama outra morte igual

Só olho por olho e dente por dente vale

À lei assassina à morte que te matou

Teu corpo pertence à terra que te abraçou.

Aqui te afirmamos dente por dente assim

Que um dia rirá melhor quem rirá por fim

Na curva da estrada há covas feitas no chão

E em todas florirão rosas duma nação.





Canções de abril

22 04 2012

Os Vampiros

No céu cinzento
Sob o astro mudo
Batendo as asas pela noite calada
Vêm em bandos
Com pés de veludo
Chupar o sangue
Fresco da manada
Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhes franqueia
As portas à chegada

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada

A toda a parte
Chegam os vampiros
Poisam nos prédios
Poisam nas calçadas
Trazem no ventre
Despojos antigos
Mas nada os prende
Às vidas acabadas

São os mordomos
Do universo todo
Senhores à força
Mandadores sem lei
Enchem as tulhas
Bebem vinho novo
Dançam a ronda
No pinhal do rei

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada
No chão do medo
Tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos
Na noite abafada
Jazem nos fossos
Vítimas dum credo
E não se esgota
O sangue da manada

Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhes franqueia
As portas à chegada

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada

José Afonso





Canções de abril

22 04 2012

Amigo
Maior que o pensamento
Por essa estrada amigo vem
Não percas tempo que o vento
É meu amigo também

Em terras
Em todas as fronteiras
Seja bem-vindo quem vier por bem
Se alguém houver que não queira
Trá-lo contigo também

Aqueles
Aqueles que ficaram
(Em toda a parte todo o mundo tem)
Em sonhos me visitaram
Traz outro amigo também








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