13 de Junho de 1888, nasceu em Lisboa, Fernando Pessoa. Teve uma vida discreta e modesta; estudou em Durban, na África do Sul, destino escolhido pelo seu padrasto e por sua mãe. Em 1908, já em Portugal, trabalhou como tradutor de cartas comerciais para empresas estrangeiras. Boémio, encontrava-se com os amigos em cafés, especialmente na “Brasileira do Chiado” para discutir literatura. Em 1915 fundou, juntamente com Mário de Sá Carneiro, Almada Negreiros, Luís de Montalvor e outros amigos, a revista Orpheu , o marco inicial do Modernismo em Portugal. Embora tenha escrito e publicado dezenas de artigos, ensaios e poemas, por incrível que pareça, ele que é um dos maiores poetas da língua portuguesa, durante a sua vida, apenas, publicou um livro na sua língua materna, “Mensagem” em 1934, com o qual participou no concurso literário “Antero de Quental” em que obteve o segundo prémio.
Na literatura desdobrou-se em várias personalidades, conhecidas como heterónimos: Álvaro de Campos, Ricardo Reis, Alberto Caeiro, Bernardo Soares, às quais deu vida própria, um estilo literário diferenciado, uma obra literária paralela à do seu inventor.
Explicou essas criações, escrevendo:
“Quanto mais eu sinta, quanto mais eu sinta como várias pessoas,
Quanto mais personalidades eu tiver,
Quanto mais intensamente, estridentemente as tiver,
Quanto mais simultaneamente sentir com todas elas,
Quanto mais unificadamente diverso, dispersadamente atento,
Estiver, sentir, viver, for,
Mais possuirei a existência total do universo,
Mais completo serei pelo espaço inteiro fora.”
Considerado um dos maiores poetas de Língua Portuguesa, é o primeiro português a figurar na Plêiade (Collection Bibliotèque de la Pléiade), prestigiada colecção francesa de grandes nomes da literatura.Sobre os poetas em geral, Octavio Paz (poeta mexicano), Prémio Nobel da Literatura diz que “os poetas não têm biografia. Sua obra é sua biografia”; sobre Fernando Pessoa em particular, acrescenta “nada em sua vida é surpreendente — nada, excepto os seus poemas”.
“Matar o sonho é matarmo-nos. É mutilar a nossa alma.
O sonho é o que temos de realmente nosso, de impenetravelmente
e inexpugnavelmente nosso.”



















































































































Comentários Recentes