BOAS FÉRIAS E BOAS LEITURAS!

7 07 2009

Finalmente, as férias! Depois de um ano lectivo de intenso trabalho, nada como não fazer nada, não ter que acordar para ir para a escola, não ter que cumprir horários, fazer o TPC  e estudar! Não ter que decorar a tabuada, aplizar o teorema de Pitágoras, ou saber de trás para a frente a “Crise de 1383/1385”, fazer resumos e esquemas ou papaguear  com um British accent o verbo “to be”.

Será por isso que as últimas aulas nos pareceram intermináveis? Será por isso que até aquele professor fantástico nos dá uma “seca”? Será que é porque estamos estafados de tanto trabalhar e só já nos apetece descansar? Será porque há o sol e o mar à nossa espera? Será por isso que, ao aproximar das férias, parece que ficamos mais leves, capazes de até voar, como os pássaros que nos alegram os dias com os seus chilreios? Será porque sabemos que, em breve, podemos mergulhar na ociosidade ou apenas fazer aquilo que nos apetece e que não tivemos tempo para realizar?

Bem, férias é muito, muuuuito bom, mas eu vou aproveitar este tempo livre que agora chega, este tempo de descontracção, sem horários nem rotinas para, só ou acompanhado, LER+. Faz como eu e não deixes que a leitura te passe ao lado.

Nas férias todos podem ler +!

Vamos viajar com a Leitura e … … …

BOAS FÉRIAS!

in jornal DESPERTAR






Em construção permanente

7 07 2009
Obrigado pela visita! Voltem sempre!

“I know not what tomorrow will bring… /”Eu não sei o que o amanhã trará”

Fernando Pessoa

BOAS FÉRIAS!





Escritor do mês na Cyberteca – Julho 2009

4 07 2009

Aí está o “Escritor do mês na Cyberteca”,  referente a Julho. Outro texto e outro(a) escritor(a)! A tua tarefa vai ser identificar o(a) autor(a) do texto, bem como o título do livro.

Sabemos o quanto estavas  ansioso(a) por este desafio!  Então, se souberes, fazes um comentário neste post e registas a resposta, claro! O primeiro a acertar será o vencedor do Escritor do mês na Cyberteca. No mês de Junho, a vencedora foi a Beatriz Salvador do 5º J. Será que desta vez és tu o(a) vencedor(a)?

Jorge morava na montanha.

E, diante da sua casa, aí a uns seis quilómetros de distância, erguia-se a Pedra Azul. Uma imensa mole de granito azul. Um dedo colossal apontado ao céu. Coroado por vezes de um fosforescente halo de névoa. E irradiando, especialmente no crepúsculo do fim do dia, uma estranha luz azulada. Como se, das profundezas do seu gigantesco corpo de granito, uma estrela aí cristalizada há  tempos quase sem fim não cessasse de enviar o resplendor da sua mensagem.

E, quando em noites sem luz havia trovoada, era uma coisa nunca vista. Atemorizada, a mãe rezava. Jorge escapava-se para o alpendre. O bafo morno da brisa acariciava-lhe o rosto. E contemplava extasiado os relâmpagos descerem em ziguezague do céu de breu e abrirem-se em raízes de fogo e ira nas entranhas da Pedra Azul.(…)

Como é hábito, os comentários deste post só ficarão “on line” no final do mês para não haver cópias…

Participa! Identifica-te, por favor! No teu comentário, regista o teu nome, ano e turma que tinhas em 2008/2009.






Pelo sonho é que vamos… nº 23

29 06 2009

Cá está o passatempo do mês de Julho.  Até dia 5 “postaremos”, também, o Escritor do mês na Cyberteca.  Até  15 de Julho faremos o “post” da tira de BD. Estejam atentos.

Divulgaremos os resultados no final do mês. E em Agosto, procederemos de igual forma.

Neste passatempo n.º 23, temos de novo uma pintura de Olbinski. Vamos comentar? Vá lá, estão de férias!…





Autópsias de livros

10 07 2009

Brian Dettmer é um jovem artista americano que nos surpreende com a sua enorme criatividade. Ele é um escultor de livros que, com muita paciência, esculpe as páginas dos livros, revelando-nos os seus interiores, como quem faz uma autópsia, e transformando-os em magníficas obras de arte.





Falso tecto de livros

9 07 2009

Uma escultura do inglês Richard Wentworth que esteve patente há alguns anos na Tate Gallery. O escultor encontra no dia-a-dia os  materiais que transforma.

Uma ideia espectacular, óptima para decorar a nossa biblioteca, não?

imagens retiradas de  blackeiffel

“Falso tecto de livros”





Senta-te, por favor!

7 07 2009

E que tal uma biblioteca com bancos interactivos que te seguem para onde quer que vás? Espreita este vídeo e vê lá se não é possível!





Sabias que…

6 07 2009

Sabias que existem  pássaros nas florestas da América do sul que se movimentam a uma velocidade estonteante para impressionar as fêmeas e que parecem realizar o célebre “moonwalk” de Michael Jackson? Os movimentos do Manakin são tão rápidos que se tornam invisíveis ao olho humano. Assim, com uma câmara especial de alta velocidade, uma cientista, Kimberly Bostwick,  conseguiu filmar e ver o que eles efectivamente fazem. E não é que um dos passos que ele realiza se assemelha bastante ao famoso passo de dança do Rei da POP?

Vê também este vídeo giríssimo (imagem manipulada) e aprende a dançar freneticamente com o “Manakin”.





As mulheres na arte

5 07 2009

Este vídeo, criado pelo americano Philip Scott Johnson, é um verdadeiro hino à história de arte e à presença da imagem feminina na pintura. O rosto da mulher através de 500 anos de arte é, também, uma verdadeira obra de arte digital!





LER ATRAVÉS DE E-MAIL OU TELEMÓVEL

4 07 2009

Estás de férias?

Aproveita-as bem, mas não faças Férias de leituras, nem pensar!

Leitura a pares

Para ti que és um nativo digital, aqui te divulgamos este site que te permite ler através do teu telemóvel ou do teu e-mail. Podes escolher se queres receber o texto diariamente, em que parte do dia, quanto tempo de leitura diária, em que formato os queres receber. Até podes adicionar os teus comentários.

É este o admirável mundo novo de Aldous Huxley. É este o teu mundo. Utiliza todas as possibilidades que coloca ao teu dispor e lê, lê + em casa, na praia, na montanha, em viagem… onde quer que te encontres, quando e como quiseres, à distância de um clique. Aproveita-o!





FORUM REDE DE BIBLIOTECAS ESCOLARES

4 07 2009

Rede de Bibliotecas Escolares: 13 anos a construir saberesteresa calçada

Que objectivos se pretendiam quando se lançou a Rede das Bibliotecas Escolares?

  • (…) construir um novo conceito de Biblioteca Escolar, pensada como centros de recursos multimédia disponibilizando aos utilizadores os bens necessários à leitura, ao acesso, utilização e produção da informação em diferentes suportes, criar uma representação positiva da BE, constituída como uma necessidade para uma aprendizagem activa, para apoio a alunos e professores, ao suporte curricular, cultural, promotoras da criatividade.

Considerou que para a prossecução destes objectivos é decisivo formar para o uso crítico da informação, produzir directórios, criar bases de dados que respondam às necessidades de cada área científica, pensar a colecção, agora, tão híbrida como o espaço em que habita; articular com os docentes, produzir conteúdos, criar espaços diferenciados de resposta curricular, de aquisição de competências, de construção de saberes e de interesses individuais, ganhar gosto pela leitura, desenvolver a curiosidade e os saberes.

A evolução das Tecnologias da Informação e do Conhecimento  produziu e produz transformações e alterações nas nossas bibliotecas:

  • o desenvolvimento das redes de conhecimento e das redes sociais, e o alargamento das formas de acesso à informação vêm, agora, revolucionar  o livre acesso às estantes;
  •  alterações significativas na natureza das colecções decorrentes das características dos utilizadores actuais.  
  • A recolocação do papel da BE no século XXI, face a utilizadores que  aprendem de uma forma diferente, porque já fizeram uma escolaridade diferente, porque se socializam de modo muito diferente com o conjunto de formas de acesso à informação e às redes sociais, que (…) lhe conferem grande destreza mas também dispersão, fragmentação, outra representação do conhecimento – tudo e todos estão à distância de um clique.

Na sua opinião, a biblioteca acaba por ter um papel maior, independentemente do local de onde se acede, na organização, selecção, tratamento, disponibilização da informação pertinente e credível, que coloque uma ordem, não censória, mas de pertinência, fiabilidade e credibilidade, no caos que a Internet representa, para quem não possui as competências de informação, essenciais à construção crítica do conhecimento.

E, é isso que os professores e também os alunos têm de fazer dela, percebendo a acrescida necessidade dessa biblioteca dentro duma escola, que deve reflectir as exigências de um mundo em mudança.

Se a revolução digital é prometedora da ideia de Borges, da Biblioteca Universal, traz, particularmente às bibliotecas escolares, responsabilidades e trabalho acrescido: contribuir, de forma eficaz para formar leitores, com múltiplas literacias, mais competentes, mais críticos, mais autónomos, capazes de encontrar as respostas às suas necessidades de informação e conhecimento.

As bibliotecas estão numa encruzilhada extraordinária. Particularmente as escolares, porque têm que servir um conhecimento que é mais complexo, que é mais multidisciplinar, associar os currícula, tornar evidente aos professores, que para todas as áreas disciplinares e/ou científicas, é imprescindível incorporar estas competências, para que os jovens consigam ler e escrever textos próprios de cada área do saber, investigar, aprender autonomamente e produzir conhecimento.

A Biblioteca escolar tem que formar os jovens para que, posteriormente, sejam capazes de utilizar outros equipamentos culturais, desde logo as Bibliotecas Universitárias, mas muito particularmente as Bibliotecas Públicas, equipamentos fundamentais para servir as necessidades pessoais ou de formação, que um mercado de trabalho mais flexível e global, lhes trará.

Que desafios pela frente?

(…) continuar a fazer bibliotecas porque a biblioteca é o lugar do conhecimento, da construção de um saber que hoje é feito da conjugação de competências, de experiências, dentro e fora da escola, da multiplicidade de acessos, e de outras concepções da sua representação.

(…)

Ser uma evidência, para alunos e professores que, mais do que nunca, independentemente da forma, é a biblioteca que pode oferecer os serviços e os conteúdos, que permitem à escola continuar a ocupar o seu lugar na sociedade, contrariando a superficialidade, dispersão, fragmentação dos seus mais fortes concorrentes, contribuindo para o prestígio simbólico, que todas as épocas lhe conferiram, enquanto espaço forjador do espírito crítico, das atitudes, valores e saberes.

Excertos da comunicação da Dr.ª Teresa Calçada, Coordenadora do Programa da Rede de Bibliotecas Escolares

Aceda aqui  às  comunicações de outros ilustres convidados.